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Sofia Figueiredo

Sofia Figueiredo

Que cuidados têm os médicos por detrás da bata branca que sempre usam foi a primeira questão era algo que me despertava curiosidade e foi o mote para esta entrevista. Sofia Figueiredo foi a escolha certa, como médica para nos falar do papel da imagem na medicina. E também, como parisiense, para nos contar o que compra em Portugal e onde não deixa de ir sempre que vai a Paris. 

Nome: Sofia Figueiredo (os meus amigos e as pessoas que me são próximas tratam-me por Sophie).

Idade: 36 anos

Naturalidade: Nasci em Paris onde vivi até aos 18 anos, altura em que fui para Coimbra. Resido e trabalho em Lisboa desde Maio 2011.

Profissão: Médica Ginecologista e Obstreta. exerço a minha actividade no Centro de Medicina de Reprodução da Maternidade Dr. Alfredo da Costa e no Hospital da Luz.

Temos muito a imagem de um médico apenas de bata branca. Mas que cuidados tem uma médica com a sua imagem no trabalho? Tradicionalmente, o médico é considerado uma pessoa idónea, séria e merecedora de confiança. A nossa forma de vestir, e sobretudo o nosso modo de estar, contribuem para influenciar a confiança que os doentes depositam em nós, como profissionais de saúde. É a chamada comunicação não-verbal. O facto de usarmos uma bata branca não dispensa, muito pelo contrário, o cuidado com a imagem. Nesse sentido, penso que a imagem de uma médica deverá pautar-se pela sobriedade e pela simplicidade. Pessoalmente, tenho alguma preocupação em manter as mãos e o cabelo bem cuidados.

Existe alguma peça que ache que uma médica nunca deve usar? Ou alguma caracteristica que as peças de roupa de uma médica não devem ter? Penso que devemos sempre procurar adequar a roupa que usamos ao contexto e ao local onde nos encontramos. Nesse sentido, e em ambiente hospitalar, tenho alguma dificuldade em ver médicas de chinelos e médicos de calções…Parece-me que estes estilos não contribuirão para manter a credibilidade inerente à profissão.

Os acessórios são imprescindiveis para a sua imagem ou é capaz de sair de casa sem qualquer acessório? Sou da opinião que, mais do que a roupa, o que define um estilo são os acessórios. A carteira e os sapatos são fundamentais para personalizar um outfit e adaptá-lo às circunstâncias, um almoço informal ou um festa de verão conforme os acessórios usados. Devido às limitações impostas pela minha profissão no que toca aos anéis e às pulseiras, o acessório que valorizo muito, e sem o qual dificilmente saio de casa, são os brincos. Para cumprir os meus compromissos, não posso sair de casa sem relógio.

A viver neste momento em Lisboa mas tendo nascido em Paris, como caracteriza a mulher parisiense? Caracterizar a mulher parisiense não é tarefa fácil…Para mim, quem melhor personifica a mulher parisiense é a Grabrielle Chanel, conhecida como Coco Chanel que deu o seu nome à Maison Chanel. Uma mulher distinta, elegante e sobretudo simples. Como dizia a Coco, « le chic, tout simplemenent ». Ou como outros diriam «Less is more».

Para fazer compras, prefere Lisboa ou Paris? Quais as suas principais lojas de eleição? Com a renovação da Avenida da Liberdade e a instalação de várias marcas de prestígio nesta zona da cidade, Lisboa tem imensa oferta de qualidade e está, nesse ponto de vista, ao nível de muitas capitais europeias. Actualmente, faço o essencial das minhas compras em Lisboa nas lojas da Avenida e da Rua Castilho mas sou sobretudo uma cliente assídua da Zara. Em Paris, para onde viajo várias vezes por ano, tenho por hábito ir ao Bon Marché e à Colette, um Concept Store que já se tornou uma referência do mundo da moda. Também gosto muito de passear em Saint Germain Des Prés onde compro uns vestidinhos na Maje, Bash e Sonia Rykiel, marcas para já difíceis de encontrar em Portugal.

Ines de la Fressange no seu livro A Parisiense diz que “a mulher parisiense nunca cai na armadilha das tendências.” Costuma seguir tendências? Se sim, a título de curiosidade, qual não vai querer deixar de usar nesta estação? Concordo com a Inès de la Fressange. Penso que devemos estar atentas às tendências, nada mais… Nesta estação, acho que vou comprar umas Biker Boots….o modelo da Jimmy Choo conquistou-me.

Tem algum designer de moda de eleição? Qual e o que gosta mais no trabalho dele(a)? Aprecio muito o trabalho desenvolvido pelo Albert Elbaz na Maison Lanvin. No entanto, Karl Lagarfeld, aos comandos da Maison Chanel desde 1983, consegue em cada colecção sublimar o espírito de Coco Chanel «le chic, tout simplesment».

Sofia Figueiredo

Cláudia Cordeiro

Licenciada em Direito, com pós-graduação em Práticas Forenses e em Prática Notarial. Em 2013, frequentei o Curso de Consultoria de Imagem da Blossom e assim nasce o projecto de Consultoria de Imagem & Styling by Cláudia Cordeiro.

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