NOVIDADE: Loja online!
Joana Ribeiro

Joana Ribeiro

Joana Ribeiro, a designer de joalharia por trás da marca Joana Ribeiro Joalharia, aos 16 anos, hesitou entre design de moda e joalharia, e  resolve experimentar um curso de verão na área da moda, no Citex. Esta experiência mostra-lhe que a moda não preenche todos os seus requisitos, o que a leva a optar pelo design de joalharia, licenciando-se na Escola Superior de Artes e Design (ESAD), em Matosinhos. Durante a licenciatura, decide aventurar-se e abrir horizontes através do programa Erasmus, na escola belga Hodge. As criações de Joana Ribeiro, compostas por anéis, brincos, colares, bandeletes são em prata 925 e já foram distinguidas com prémios. Com tanta inspiração, dedicação e até soubemos que a designer está prestes “de concretizar um dos [seus] maiores sonhos”, arriscaria que se segue uma grande entrevista à Senhora dos Anéis, como já foi apelidada.

A sua inspiração é sobretudo na natureza, como é o processo de criação das peças? Inspiro-me na natureza e em todos os detalhes e texturas que nela encontro. O meu processo tem como base a experimentação. Transformo sempre as minhas ideias em maquetas e se gostar do protótipo então passo para a produção da jóia.

Desenha para um certo tipo de mulher? Qual? Ao longo dos anos fui percebendo que havia mulheres que gostavam das minhas jóias mas que não se sentiam confortáveis com as mesmas, argumentando que eram vistosas de mais e que apenas as usariam em eventos especiais. Por esse motivo criei colecções mais minimalistas como o caso da PINUN em que pequenas pinhas são o único elemento natural, adequando-se a qualquer roupa ou ocasião. No entanto, o que mais gosto é de criar para mulheres com garra, que são seguras de si mesmas e gostam de usar jóias que captam o olhar de qualquer um, não tendo medo de se afirmarem.

Li que na adolescência gostava de criar o seu próprio estilo, criando detalhes na própria roupa e bijuteria. Quando está a desenhar uma peça imagina a roupa ideal para cada peça? Não penso propriamente na roupa mas sim na ocasião em que ela pode ser usada. Como referi na questão anterior, por vezes surgem clientes que procuram algo mais discreto mas simultaneamente único e com o meu estilo. Quando crio penso sempre quem irá usar aquela peça e em que ocasião.

O anel Ruber Folium foi seleccionado para o livro 500 rins da larkbooks e para o anuário jewelbook 2012/13, estava à espera do sucesso que a peça alcançou? O sentimento foi de já fiz muito ou de ainda ter muito a fazer? Não tinha qualquer tipo de expectativa que o anel fosse escolhido. Ando constantemente em busca de novos concursos e quando acho que o projecto se adequa ao meu estilo, submeto o meu trabalho. Nunca espero nada! Se for seleccionada para uma entrevista, livro, projecto, etc, fico radiante e interpreto como uma nova responsabilidade. Termos visibilidade nem sempre é bom. Essa visibilidade cria uma imagem nossa ao público que nem sempre é a verdadeira e que nos obrigada e trabalhar constantemente para não deixarmos o interesse no nosso trabalho morrer. Ainda tenho muito para fazer! 2014 sei que é um ano de mudança para mim. Com a abertura do meu espaço vou poder finalmente alcançar muitos objectivos que tenho estipulados e concretizar muitos projectos que estão pendentes.

Numa entrevista disse ser um sonho aliar as suas jóias a uma linha de roupa desenhada por si. Também seria um sonho aliar uma linha a um designer que goste especialmente? Qual e porquê? O meu principal objectivo é fazer a minha marca crescer e ser algo que as pessoas encontram com mais facilidade nas zonas comerciais que frequentam. A linha de roupa é algo que sonho, mas muito mais longínqua. Não tenho nenhum estilista em particular com que gostasse de trabalhar, mas estou aberta a novas parcerias. Cheguei a ponderar uma parceria com uma linha de sapatos, algo que depois acabou por não se concretizar. A moda é algo que realmente me cativa, por esse motivo estou disponível para qualquer contacto por parte de outros criativos.

Existe alguma personalidade ou alguém em especial para quem gostasse de desenhar uma jóia? Felizmente já tive a oportunidade de ver duas jovens com muita garra a usarem as minhas jóias publicamente. A primeira foi a Ana Queirós, actriz e cantora concorrente da Operação Triunfo. Mais recentemente tive o prazer de patrocinar a Soprano Marina Pacheco nas suas actuações. São ambas jovens ambiciosas que lutam destemidamente pelos seus sonhos. São mulheres assim que gosto de patrocinar! Quanto a figuras públicas mais conhecidas do nosso público, não tenho nenhuma em particular que escolhesse. Há mulheres portuguesas que com a sua postura cativam e me fazem pensar “como seria se ela usasse algo meu?”. Penso nisso quando vejo a simpática Conceição Lino ou a divertida actriz Ana Guiomar, por exemplo.

Quando desenha as suas peças pensa em tendências ou gosta de fazer as suas próprias tendências? As duas coisas! Do ponto de vista comercial é fundamental estar sempre atenta às tendências, sobretudo às cores que se usam nas estações. No entanto, tenho sempre jóias que projecto por gosto próprio e que me satisfazem mais como criativa.

Ainda é bastante jovem e deve ter muitos sonhos e projectos, mas qual será o próximo passo na carreira? Estou a semanas de concretizar um dos meus maiores sonhos: ter um espaço só meu! Já trabalhei em co-working e de momento trabalho a partir de casa. Para mim já é crucial ter um espaço meu onde possa produzir e gerir todo o meu trabalho num único espaço. Estou a aguardar que a sobrar terminem na Incubadora de Matosinhos para que me possa mudar definitivamente. Depois deste passo, é tentar impulsionar a marca de tal forma a que pessoas fora do Porto consigam comprar em lojas as minhas jóias.

Desenha jóias, é uma fã incondicional do uso delas ou gosta mais do lado do processo de criação? Acho que é defeito de cada criador, depois de tanto se focar na sua área, “descuidar-se” no uso do que cria! Uso poucas jóias, ao contrário do que acontecia antes de tirar o curso. Sempre que tenho uma reunião ou algum evento é obrigatório o uso de pelo menos uns brincos meus. No dia-a-dia uso raras vezes jóias e por vezes até me esqueço do relógio.

Onde podemos encontrar à venda, neste momento, as peças da Joana Ribeiro? De momento estou a apostar na venda online. Através de email ou de mensagem por facebook, qualquer pessoa pode encomendar uma jóia e recebê-la em qualquer parte do mundo. Quanto a lojas físicas tenho no Porto a Loja de Serralves e em Moçambique a Casa Mais.

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Cláudia Cordeiro

Licenciada em Direito, com pós-graduação em Práticas Forenses e em Prática Notarial. Em 2013, frequentei o Curso de Consultoria de Imagem da Blossom e assim nasce o projecto de Consultoria de Imagem & Styling by Cláudia Cordeiro.

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